sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Teixeira dos Santos e o peso da Madeira no déficit

Em resposta a Almunia e às agências de rating anglo-saxónicas, ficamos ontem a saber que o Ministro das Finanças fará tudo, mas mesmo tudo o que estiver ao seu alcance para impedir que o deficit orçamental cresça … 0,035%.

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Que irresponsabilidade. Teixeira dos Santos considera-nos a todos e a eles, como tolos...

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A Madeira (diz ele) terá que se submeter à lógica do endividamento nulo e deficit zero enquanto o País apresentará (com o seu "enorme" esforço) um deficit de 8,3%, em 2010. O que, comparado com os 9,3% de 2009 e considerando o congelamento de ordenados públicos significam apenas … mudanças zero.

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E em 2009, note-se, aquele governante também fez um enorme esforço (?), para combater a crise, endividando-se como nunca (15 mil milhões de Euros), com base num deficit de 9,3% do PIB (o que significa, contas redondas, que terá gasto mais 20% do que assegura em receitas). Mas a Madeira… não. Terá que se manter na linha.

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Sócrates e Teixeira dos Santos vão enterrando o País, mas… a Madeira é que é despesista. Obtêm autorização de endividamento (após o orçamento rectificativo) de 15 mil milhões. Mas o Governo Regional, se quiser fazer o mesmo no valor de 50 milhões – para responder, na Madeira, à mesma crise e à mesma quebra de receitas fiscais - é despesista e gastador e terá que se "ajoelhar" a pedir a respectiva autorização.

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Tudo isto (crescimento exponencial do endividamento e deficit) fez Sócrates em 2009 para assegurar a implementação de medidas eleitoralistas (e despesistas) a encoberto da crise internacional. Ganhou as eleições.

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Tudo isto fará Sócrates em 2010, sustentado por mais um orçamento altamente deficitário, com vista a assegurar uma base despesista para as eleições que vai provocar (não tenhamos dúvidas) antes de entrarmos no período-sombra em que a Assembleia não pode ser dissolvida, prévio às eleições presidenciais.

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Dois anos seguidos com orçamentos eleitoralistas (apenas com as eleições em vista) que introduzem despesas estruturantes, de recuo difícil ou impossível nos anos seguintes. Que entregarão o País aos seus credores.

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Portugal? Futuro? Que se lixe…

2 comentários:

日月神教-任我行 disse...
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日月神教-向左使 disse...
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